Visões fantásticas de Grete Stern e Horacio Coppola vão ao MoMA

Por SILAS MARTÍ
'Plaza San Martín desde Kavanagh', fotografia de 1936, de Horacio Coppola
‘Plaza San Martín desde Kavanagh’, fotografia de 1936, de Horacio Coppola

Depois de se debruçar sobre a arquitetura latino-americana na mostra “Latin America in Construction”, marcada para março, o MoMA, em Nova York, continua na pegada latina. Em maio, o museu inaugura uma das maiores retrospectivas já dedicadas às obras da alemã Grete Stern e do argentino Horacio Coppola.

Eles se conheceram na Bauhaus, a escola de design fundada nos anos 1930 na Alemanha, e fugiram do nazismo passando primeiro uma temporada em Londres e depois se radicando em Buenos Aires. Desde os primórdios, Stern transformava seus sonhos em colagens ao mesmo estranhas e exuberantes, tendo se firmado como retratista de ícones da cultura de seu tempo, do dramaturgo Bertolt Brecht ao escritor Jorge Luis Borges.

'Autorretrato', obra de  Grete Stern realizada em 1943 que estará em mostra no MoMA
‘Autorretrato’, obra de Grete Stern realizada em 1943 que estará em mostra no MoMA

Coppola, talvez influenciado por ela, fez de seus flagras de uma Buenos Aires em plena modernização um passeio fantasmagórico, com sombras que se multiplicam e olhos que fuzilam pedestres nos anúncios de rua.

Na mostra em Nova York, será possível acompanhar toda a evolução da obra da dupla, dos primeiros experimentos ainda na Bauhaus, onde Stern trabalhou em parceria com Ellen Auberbach para criar estranhas composições de pegada feminista, ao auge de suas composições publicadas na revista argentina “Sur”.

Veja a seguir alguns destaques da mostra, que vai de maio a outubro deste ano, no MoMA, em Nova York.

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