Em Veneza e Lyon, Pompidou domina o mundo

Por SILAS MARTÍ

Museu dos mais poderosos de Paris, o Centre Pompidou já estendeu seus tentáculos e criou filiais em Metz, na França, e também em Málaga, na Espanha. Mas algo acontece com essa instituição que seus curadores vêm conquistando cargos de comando nas mostras mais influentes do mundo, uma atrás da outra. Primeiro, Christine Macel, um dos principais nomes do museu parisiense, foi indicada em janeiro para dirigir a próxima edição da Bienal de Veneza, que acontece no ano que vem na cidade italiana. Agora, nesta semana, Emma Lavigne, curadora da filial de Metz do Pompidou, foi nomeada a próxima diretora artística da Bienal de Lyon, também marcada para o ano que vem.

Christine Macel, curadora do Centre Pompidou, em Paris, e da próxima Bienal de Veneza
Christine Macel, curadora do Centre Pompidou, em Paris, e da próxima Bienal de Veneza

Macel está desde 2000 no cargo de curador-chefe do Pompidou, onde organizou grandes mostras de artistas de peso, como o albanês Anri Sala e os franceses Philippe Parreno e Sophie Calle. Ela também esteve à frente do pavilhão francês na Bienal de Veneza há três anos, para o qual levou trabalhos de Sala, e foi uma das organizadoras do pavilhão belga, com obras de Eric Duyckaerts em 2007, além de ter organizado outras exposições em museus como o Whitney, em Nova York.

Lavigne, que trabalha no Pompidou há oito anos, tem uma trajetória semelhante à de sua colega no museu. Ela organizou, na sede principal da instituição em Paris, a retrospectiva do francês Pierre Huyghe e acaba de comandar outra retrospectiva dedicada à obra de Dominique Gonzalez-Foerster, artista francesa radicada no Rio —essa mostra, que pude ver no fim do ano passado na capital francesa, agora segue para o K20, em Düsseldorf. Em Metz, Lavigne também realizou uma mostra sobre o artista pop americano Andy Warhol. Ela também esteve à frente do pavilhão francês na Bienal de Veneza no ano passado, para onde levou o trabalho de Céleste Boursier-Mougenot.

De forma indireta, o ano que vem promete para o Pompidou, quando Macel e Lavigne estarão no centro das atenções. É como se o museu francês, por coincidência ou não, fincasse uma bandeira nessas que permanecem como duas das mostras mais relevantes do calendário global.

Emma Lavigne, curadora da filial do Pompidou em Metz, na França, e da próxima Bienal de Lyon
Emma Lavigne, curadora da filial do Pompidou em Metz, na França, e da próxima Bienal de Lyon