Para a Fiesp, bandeira do Brasil é uma obra de arte

Por SILAS MARTÍ

Proibida de fazer projeções em sua fachada desde abril, quando exibiu a mensagem “impeachment já”, violando a Lei Cidade Limpa, a Fiesp só pode mostrar obras de arte ali.

Mas, além das obras, a entidade pediu autorização para exibir a bandeira do Brasil, o que foi negado. Em comunicados, a Fiesp acusa censura. Fernando Neisser, consultor jurídico da instituição, argumenta que a bandeira, mesmo tendo conotação pró-impeachment, é uma obra de arte e merece ser projetada, em especial durante os Jogos Olímpicos.

 

plastico_tunga2

Tunga monumental Obras de até oito metros de altura do artista morto há um mês farão parte da mostra que vai ocupar os dois espaços da galeria Millan a partir de outubro.

Obra de Pazé que estará em mostra no edifício Louvre, em São Paulo

O Louvre é aqui Enquanto o museu parisiense abre neste ano uma filial em Abu Dhabi, artistas querem fundar um Louvre paulistano no prédio batizado com esse nome na avenida São Luís. O gigante cor-de-rosa de Artacho Jurado, que no projeto original até teria uma galeria de arte, será ocupado em setembro por Cao Guimarães, Maurício Ianês, Rochelle Costi, entre outros. Ianês fará um censo dos moradores do prédio, o coletivo Guía San Pablo planeja um almoço num pátio secreto, no fosso entre os blocos, e Pazé vai imitar, no mezanino, a expografia original do museu em Paris. Os pesquisadores Guilherme Giufrida e Jéssica Varrichio estão à frente do projeto.

plastico_machado2

Ivens Machado Depois de uma retrospectiva no MAM do Rio, o artista Ivens Machado, morto no ano passado, será alvo de uma grande mostra em setembro, ocupando todo o Pivô.

Pista liberada Interditada no início do mês, a pista de skate que a sul-coreana Koo Jeong A está construindo como uma obra da próxima Bienal de São Paulo já foi liberada pela administração do Ibirapuera, onde um buraco de 14 metros de largura foi cavado. Ele será concretado e pintado de rosa-choque.

Leilão do golpe Artistas contra o impeachment fazem leilão nesta quarta, na sede ocupada da Funarte em SP. A ideia é arrecadar fundos para ações de protesto. Preços são 40% dos praticados nas galerias. Uma obra de Lenora de Barros tem lance inicial de R$ 4.800, Lucas Simões pede R$ 3.600, Beto Shwafaty quer R$ 2.500, e Thiago Martins de Melo, R$ 2.340.