Galerista acusado de levar falsificações à ArtRio admite não ter certificado para Willys de Castro

Por SILAS MARTÍ

Questionado mais uma vez sobre a autenticidade de um trabalho de Willys de Castro que estava em seu estande na feira ArtRio, Ricardo Duarte, da galeria Graphos, reconhece que a obra em questão não tem um certificado que comprove que ela seja verdadeira.

Duarte afirma que Raquel Arnaud, que representou o artista, examinou a obra e assinaria um certificado, mas isso ainda não aconteceu. Arnaud diz que se reuniu com ele, mas que não lembra qual obra Duarte levou a seu escritório nem se ela certificaria algo.

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Bela ‘Ressaca’ Obra que revelou Jonathas de Andrade há sete anos, a instalação “Ressaca Tropical”, em que o artista criou fotografias para ilustrar um diário encontrado no lixo no Recife, vai virar livro até o fim do ano, pela Ubu, editora criada por ex-diretoras da Cosac Naify.

Em sua versão impressa, o trabalho do artista que se tornou um dos nomes mais fortes de sua geração terá as mesmas imagens e textos, respeitando ainda os diferentes formatos e enquadramentos das fotografias em páginas de tamanhos e formatos distintos.

Outros trabalhos de Andrade também estão agora na Bienal de São Paulo e no Masp.

Centímetros de ouro Um ranking dos leilões realizados no Brasil entre 2003 e 2014 pela Fundação Getulio Vargas revela que Ismael Nery, modernista de Belém que viveu no início do século 20, é o artista mais caro e rentável do país, pelo menos nas vendas públicas. Embora ele apareça em 15º na lista de artistas com maior volume de vendas, cada centímetro quadrado de suas telas é o mais caro —vale em média R$ 775.

Mais centímetros Na sequência da centimetragem, vêm Tarsila do Amaral, com R$ 598, Candido Portinari, com R$ 187, José Pancetti, com R$ 144, e Anita Malfatti, com R$ 122. Quando são consideradas só pinturas, Nery também encabeça a lista.

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Kátia Canton A artista que passou um tempo na direção do Museu de Arte Contemporânea da USP abre uma retrospectiva de seu trabalho em 8 de outubro, na Caixa Cultural, em São Paulo.