Obras de Milton Dacosta e Maria Leontina engrossam lista de peças suspeitas em leilões

Por SILAS MARTÍ

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Willys de Castro não está sozinho na recente leva de obras suspeitas a atingir os leilões. Na semana passada, uma tela atribuída a Milton Dacosta foi retirada do leilão de arte latino-americana da Phillips, em Nova York. Alexandre Dacosta, filho do artista responsável pelo controle da obra, foi procurado pela casa depois que surgiram suspeitas.”De cara, eu vi que não era um trabalho dele”, diz o herdeiro, que examinou uma imagem do quadro. Ele diz que, mesmo à distância, era possível ver que era uma falsificação “grosseira”.

Mais barrados Alexandre Dacosta, filho também da artista Maria Leontina, barrou, ainda na semana passada, uma suposta tela da mãe que iria para leilão da Canvas, em São Paulo. Ele foi consultado antes de o quadro ser incluído no leilão, e a casa declinou de tentar vender a peça.

Quase barrado E o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira tentou barrar o leilão das obras que estavam na sua casa no Morumbi, mas o pedido não foi aceito pela Justiça. Ele alegava que as obra foram “subvalorizadas”.

Caixa O leilão beneficente do Pivô rendeu R$ 460 mil ao centro cultural, 20% de seu orçamento para o ano que vem.

Esnobados Enquanto o leilão do Banco Santos em São Paulo superou as expectativas, faturando R$ 11,8 milhões, mais do que os R$ 10 milhões previstos, a história em Nova York, onde peças da massa falida encararam o martelo na Sotheby’s há uma semana, foi diferente. Muitas obras, entre elas trabalhos de Volpi e Vik Muniz, não encontraram compradores.

Esnobados 2 O saldo final de US$ 2,6 milhões, cerca de R$ 8,7 milhões, ficou abaixo dos US$ 2,7 milhões esperados.

Na mira Depois de arrematar a obra de Tunga da massa falida, a Pinacoteca comprará trabalhos de Lais Myrrha e Bruno Dunley com verba dos patronos.