Vendas com isenção fiscal na SP-Arte caem 16%

Por SILAS MARTÍ

Refletindo a crise, a SP-Arte sofreu a terceira retração seguida no volume de vendas com incentivo fiscal —caíram de R$ 77 milhões no ano passado para R$ 65 milhões neste ano, de acordo com dados da Secretaria da Fazenda paulista. Desde 2012, a feira tem um acordo com o governo para não cobrar o ICMS sobre vendas de trabalhos de menos de R$ 3 milhões dentro do pavilhão. Embora não seja o faturamento total da feira, esse número, único dado público em relação às transações, serve de termômetro do mercado.

Vendas 2 Mesmo com a feira um tanto mais devagar, “Guevara, Vivo ou Morto”, painel de Claudio Tozzi retratando o revolucionário em estilo pop, foi comprado por um jovem colecionador paulistano.

Vendas 3 A peça histórica, exibida no Salão de Brasília em 1967, onde chegou a ser alvo de ataques, saiu por R$ 950 mil, um recorde para o artista.

Vendas 4 É a segunda vez que o galerista Ricardo Camargo vende esse mesmo trabalho, que agora retorna ao país. Ele pertencia a um colecionador argentino, que chegou a emprestar a obra para o Malba, em Buenos Aires, e nos últimos anos esteve guardado em Miami.