Herdeiros da coleção Fadel planejam criar fundação

Por SILAS MARTÍ

Abalada pela morte do colecionador Sérgio Fadel, em maio, e de seu filho, Marcelo, há três semanas, a família emprestou só cinco de mais de 30 obras que deveriam estar numa mostra sobre artistas mulheres agora no Instituto Tomie Ohtake.

Os herdeiros querem evitar que a coleção seja desmembrada e pretendem criar uma fundação para preservar o acervo com 1.500 peças-chave da arte brasileira, de Aleijadinho a Beatriz Milhazes, passando por Portinari, Tarsila do Amaral, Volpi e Di Cavalcanti.

Pouco antes de morrer, Fadel havia sondado Paulo Herkenhoff para dirigir sua coleção e queria ampliar o número de obras contemporâneas.