Iconoclasta alemão, Martin Kippenberger terá 1ª mostra no país em agosto, na Bergamin & Gomide

Por SILAS MARTÍ

Morto há duas décadas, Martin Kippenberger terá em agosto sua primeira mostra no Brasil. Um dos nomes mais controversos da segunda metade do século 20, o alemão, que terá múltiplos e cartazes na galeria Bergamin & Gomide, entrou para a história tanto por sua obra ácida, que parodiava grandes mestres, quanto pela personalidade iconoclasta e irreverente —na década de 1980, ele chegou a viver em Salvador, onde comprou um posto de gasolina que batizou Martin Bormann, nome de um influente agente nazista.

Inclassificável, Kippenberger, que representou a Alemanha na Bienal de Veneza, fez pinturas, desenhos, esculturas, vídeos, colagens e instalações.

Tensão Artistas de origem árabe, como Akram Zaatari, Bouchra Khalili e Yto Barrada, estão em guerra contra o Frac, museu francês que emprestou suas obras a uma mostra em Israel sem seu consentimento. Os trabalhos voltarão à França.

Miguel Rio Branco Uma das séries mais célebres do artista, realizada em 1979 nos cantos mais belos e sórdidos do Pelourinho, em Salvador, volta ao Masp em exposição a partir do dia 29.